27/04/2026

"Senhor presidente, estou ansiosa por voltar para aqui", confidenciou Manuela, moradora das Ilhas da Lomba, a Pedro Duarte, durante uma visita, esta sexta-feira, à obra de reabilitação. As 47 casas, espaços de memórias e valores intangíveis, estão prestes a ganhar uma nova vida e ainda no primeiro semestre, revelou o autarca portuense, o desejo de as voltar a ocupar irá ganhar forma.

 

Como parte da estratégia municipal de reforço da oferta de habitação, a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, constitui um exemplo concreto de como é possível intervir em contextos urbanos historicamente vulneráveis, garantindo melhores condições habitacionais, tendo, por isso, "um simbolismo muito importante", sublinhou o presidente da Câmara do Porto.

 

A reabilitação em curso "representa uma forma de darmos condições de vida a quem aqui habitava e agora terá a possibilidade de voltar ao seu local de raiz", expressou Pedro Duarte, assegurando que, neste sítio emblemático da cidade, voltará a haver "uma vida em família entre várias famílias" ainda no primeiro semestre deste ano.

 

Esta construção conjuga-se com modernização, dando dignidade à forma como as pessoas podem viver

 

Em contacto com os moradores da zona, o autarca mediu o pulso a alguns dos portuenses que se mostram desejosos por regressar a casa. "Há alguma ansiedade, que é natural. As pessoas querem vir viver para aqui", notou Pedro Duarte, revelando que a finalização da obra "é uma questão de semanas", alinhando-se, assim, com os prazos estabelecidos pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que financiou o projeto.

 

O presidente lembrou que a "esmagadora maioria" das pessoas que vão ocupar as casas reabilitadas "são famílias que aqui viviam" e foram realojadas temporariamente, contudo, há "ainda um conjunto de habitações que vão ser sorteadas entretanto", o que também vai permitir "rejuvenescer este espaço".

 

O projeto, promovido pelo Município, através da Porto Vivo, SRU, contempla 47 fogos neste empreendimento, dispondo de soluções com tipologias diferentes, desde T0 a T3, com áreas entre 55 m² e 111 m². Os moradores vão ainda ter acesso a espaços comuns, onde poderão usufruir de tempo em comunidade – o que, na ótica do presidente da Câmara, retrata "um estilo de vida que não queremos perder, até pelo contrário, queremos fortificar".

 

"Esta construção conjuga-se com modernização, dando dignidade à forma como as pessoas podem viver", destacou o autarca, lembrando que, antes da obra, o local se encontrava “num estado de degradação muito acentuado, onde as condições das pessoas já estavam a ser postas em causa”.

 

A intervenção, que parte de uma estratégia de requalificação urbana da cidade na qual a habitação digna também contempla qualidade arquitetónica, agrega um investimento superior a oito milhões de euros.

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